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palpável silêncio...

emoções dentro de mim dão conta da minha conduta, um dia me sinto demasiado nova, outro demasiado velha, e lá se vai meu equilíbrio minha harmonia, aqui delinearei parte de mim passado sem pretensão e escreverei estados de espírito no presente...

palpável silêncio...

emoções dentro de mim dão conta da minha conduta, um dia me sinto demasiado nova, outro demasiado velha, e lá se vai meu equilíbrio minha harmonia, aqui delinearei parte de mim passado sem pretensão e escreverei estados de espírito no presente...

sorrisos aos molhos...

nosso amor é loucura

é aroma que embriaga

que importa se é maior a ternura

doce prazer que nos afaga

é amor de perdição

pra mal dos nossos pecados

não quer saber da razão

traz-nos tão enamorados

 

este amor tão verdadeiro

que me traz assim tão louca

tem do alecrim o cheiro

o beijo da tua boca

vamos assim vida fora

trazemos sorrisos aos molhos

no silêncio desta hora

nos teus ponho meus olhos

amor que é mar embrabecido

que não se dá por vencido...

 

natalia nuno

12/2007

aldeia Sta Justa

 

 

sonhando com voo...

caem folhas ao chão 

sobre as pedras da calçada

mendiga, procuro em meu coração

e o sentimento se confunde 

o amor ainda é tudo ou já não é nada?

este instante se apaga, ficam

meus sentidos entorpecidos

minha noite em inquietação se alaga

foram-se os júbilos primaveris

meus sonhos são ramos partidos

que o vento levou para onde quis

as folhas caídas tão frágeis quanto eu

no chão adormecidas, na noite de breu

e eu, sonhando com voo

minhas mãos estendidas

são  folhas que o tempo

secou...

 

natalia nuno

deixa-me sonhar...

não m'acordes do sonho

nem me retires a ilusão

se o amor é vivo, risonho

sonhos vão, outros virão

tristes, imóveis, parados

cansados andam meus olhos 

e de lárimas marejados,

da saudade que em mim sinto,

olhando atrás por instinto

esta saudade eu combato

ponho-me a pensar em ti

agonia não desato

de tanto lembrar de ti.

 

natalianuno

 

pequena prosa poética...utopia

Vidas serenas, solitárias e doridas do trabalho árduo...a minha memória demora-se um pouco a lembrar, a roupa estendida a secar ao sol, a louça lavada num alguidar de barro, o outono e os seus langores, as casas do lado de lá do rio, as pequenas ruelas estreitas e tortas, as gentes cansadas ao anoitecer sentadas nas soleiras das portas, estas imagens ajudam-me a negar que tudo morresse...

 

natalianuno

e o que virá depois?

perguntei-te outro dia

o que acontecerá aos dois

vivendo, sem mim vivias?

e o que virá depois?

talvez não juntos não caminhemos

talvez a vida imponha separação

mas de amor juntos viveremos

unidos pelo coração...

 

natalianuno

entrega...

viaja a boca até à boca

alegria, loucura, feitiçaria

e já a mão se desloca

o desejo cresce, esfuzia

no rosto a alegria

o entusiasmo redobra

coisa louca os beijos da tua boca

e meu corpo te cobra

que seja dia de festa

e o que tem de melhor?

a entrega ao conquistador!

... e eu me entrego com amor.

 

natalianuno

 

 

 

quando o mundo pára...

há um brilho de vida

no olhar, quando falas de amor

na noite sempre se adivinha o desejo

e lá vem o calor, de mais um abraço

na boca o sabor, o sabor do beijo

no corpo o cansaço

o último estertor sai-nos da garganta

e um pássaro esvoaça na retina

tudo nos encanta, sou tua menina

o tempo agrediu-nos, tanto devorou

mas o amor saiu ileso  sobreviveu

é lampada que não se apagou

 

natalia nuno

 

 

enquanto nos amamos...

tão pouco me resta

olho o sopro do vento

que a árvore abraça,

e o meu pensamento

prende-se ao momento

que o teu braço m' enlaça

enquanto nos amamos

acrescentamos à realidade

um pouco de saudade,

partilhamos prazer

nosso amor é puro vinho

que bebemos com lentidão

saboreamos, para não esquecer

que a felicidade está na nossa mão.

 

natalia nuno

retardando o passo...

esqueço o pó do tempo

acomodo a felicidade no peito

as saudades são flores bravias

vêm de qualquer jeito

a alegrar-me, ou a fustigar-me

os dias...

meus sentimentos são rio

que cruza noutro, aclaram águas

esqueço mágoas, 

deixo o olhar vadio

o coração num doce cansaço

e assim vou retardando o passo.

 

natalianuno

 

 

ladainha...

às vezes sinto-me um rochedo de lua

é esta mudança que não mudo

por mais anos que viva a força em mim

perpectua

a força e a fé são mais que tudo

sou como a calhandra que voa sem parar

nestas linhas, linha a linha

ouvindo o eco do próprio cantarolar

versos que são reza, versos que são ladainha.

 

natalianuno

 

 

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