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palpável silêncio...

emoções dentro de mim dão conta da minha conduta, um dia me sinto demasiado nova, outro demasiado velha, e lá se vai meu equilíbrio minha harmonia, aqui delinearei parte de mim passado sem pretensão e escreverei estados de espírito no presente...

palpável silêncio...

emoções dentro de mim dão conta da minha conduta, um dia me sinto demasiado nova, outro demasiado velha, e lá se vai meu equilíbrio minha harmonia, aqui delinearei parte de mim passado sem pretensão e escreverei estados de espírito no presente...

o poema...

poema dirige-se a toda a gente

não traz com ele estranheza

dialoga com o passado docemente

e afirma estar vivo de certeza

 

por vezes conta uma história

e alarga-se até ao infinito

a partir do vivido a memória

molda o poema q'nasce aflito

 

as palavras o vão polindo

cresce o poema com precisão

e como flor se abrindo

nele o Poeta põe alma e coração.

 

natalia nuno

(rabiscos)

 

 

acaso sem te ver...

meu coração desabitado

não cabe nele entendimento

- logo se lhe dou cuidado

se enche de sofrimento.

 

os olhos verdes rasgados

resplendor do sol está cegando

andam p'los teus enamorados

a tua ausência chorando...

 

natalia nuno

 

 

 

sonhando...

cada palavra cheira a fruta

e a saudade,

arranca-me um suspiro das profundezas

do meu coração vigoroso

e mais outra palavra ao virar da esquina

volto a suspirar, vendo-me ali menina.

 

vento forte...

sopra um vento forte

entre o começo e o fim

entre a vida e a morte

já não lhe ofereço resistência

vai-me levando assim.

- tropeço por fim.!

passam por mim pássaros chilreantes

a alegrar meu coraçãon sonhador

por alguns instantes...

 

amo a luz...

quando o sol dorme,

adormece o coração,

amadurece a escuridão

e, eu que amo a luz,

acalento-me na esperança duma nova madrugada

logo a minha alma respira

e o coração bate

no desejo de ser amada...

cordão umbilical...

e tudo se cumpriu, mas não como nos sonhos daquela menina de silhueta magra, da miúda da minha memória que se agarra a mim e parece não querer cortar o cordão umbilical que nos une, garota que parece ter adormecido com o rosto entre as mãos, gostava de a poder reconfortar, mas os nossos silêncios são mistérios que tecem memórias, onde o sol começa a desaparecer...

o que me resta...

é fresca ainda a memória, mas já nada faz sentido, o tempo parece parado,embacia-se os olhos ao recordar, há sempre um resto de ímpeto que nos leva a negar a idade, na juventude sonhava e sentia-me a triunfar, hoje que diferença faz? sou rio que corre para a eternidade, agora resta-me a saudade e neste fim de tarde, vou deixando que o tempo prolongue o esquecimento, e a liberdade de viver e morrer tranquilamente...

dia solarengo em mim...

brindo à vida nesta manhã de certo modo aprazível, cruzam-se pássaros na memória, ouço o vento por entre as árvores, nem tudo está perdido, percorri, caminhei, voltei a recordar a vida e a distância com a ternura deste inverno que brota vida à minha volta...

 

natália nuno

 

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